Anjo Miguel Artesanato

Entrevista com Anjo Miguel Artesanatos

Conversamos com Jana Schoeffel, que à 5 anos trabalha com artesanato e tem uma história de muita fé e superação, que com certeza vai inspirar e emocionar muitas pessoas, fizemos algumas perguntas sobre a vida dela e como chegou até aqui.

Como você começou a trabalhar com sublimação ?

Há 5 anos eu comecei com o artesanato, na época apenas com lembrancinhas em EVA. Logo comecei a ter muitos pedidos e comprei minha primeira máquina, uma scanncut.

Alguns meses depois engravidei e deixei o artesanato um pouco. Com três meses de gravidez descobri a doença renal crônica já em estado avançado e sabia que logo iria para hemodiálise. Logo iniciei a hemodiálise e com 24 semanas tiveram que fazer o parto devido a grandes complicações devido a doença e a hemodiálise, por o bebê ser muito prematuro infelizmente não resistiu.

Após passado cerca de 1 ano e meio e eu mais acostumada com a nova rotina e afastada do meu antigo trabalho (professora de educação infantil) comecei a perceber que nos dias que eu tinha algo que precisava fazer como compromissos ou pequenos pedidos de artesanato eu me sentia melhor, mais bem disposta do que nos dias que chegava da vemos e iria deitar. Então comecei a pesquisar sobre a papelaria, comprei alguns arquivos fui vendo, aprendendo.

Depois, comprei a impressora e comecei a fazer o recorte a mão mesmo, pois não consegui me adaptar a recortar caixas e impressos na scanncut. Como os pedidos começaram a aumentar resolvi investir em uma nova máquina, uma Portrait 2.

Quando você estava começando o que mais te deixou insegura ?

O que mais me deixa insegura são os detalhes em cada peça, é estar tudo bem feito, tenho medo de um cliente não gostar, achar algum defeito. Pois vejo que seria frustante chegar um produto do qual eu não gostasse, então, sempre me coloco no lugar do cliente e dou meu máximo.

Chego ao ponto, de mesmo internada levar as coisas para terminar no hospital, pedir ajuda ao marido e mãe para honrar com o compromisso que diz com o cliente, sem dúvida isto é o principal.

Já pensou em desistir, se sim, porque ?

Não penso em desistir, muito pelo contrário, quero aos poucos crescer mais, adquirir outras máquinas, ter mais produtos diversificados e construir um local apenas para meu ateliê.

Qual sua maior motivação, para trabalhar com isso ?

Acredito que minha principal motivação seja o meu bem estar, me faz bem estar ocupada, isto e o artesanato me fazem sentir bem, animada, com planos.

Ocupa meu corpo e minha mente, pois se não, me pego apenas a pensar em minhas dores físicas e emocionais. Sinto uma melhora nestes aspectos desde que voltei ao artesanato.

Qual maior desafio que você enfrentou nesse ramo ?

O grande desafio acredito que sejam sempre os clientes, cativar e conquista-los. O tempo também sempre é um desafio, pois todo artesanato para ficar bem feito leva tempo e dedicação.

O que você mudaria no mercado ?

A mudança neste mercado seria sem dúvidas a valorização da mão de obra artesanal, pois a maioria olha apenas para o material pronto, para a matéria prima.

Muitos não conseguem ver o tempo e a dedicação que é necessário em cada peça para ela ficar daquela forma, mesmo utilizando de tecnologias e máquinas, o grande diferencial desta área é o toque humano.

Se um sonho pudesse se realizar em um estalar de dedos, qual seria ?

Com certeza meu maior sonho seria a restauração de minha saúde. Um transplante já ajudaria muito, traria uma qualidade de vida muito maior do que a hemodiálise.

Em relação a sonhos materiais eu gostaria de realizar uma cerimônia de casamento, o que ainda pretendo fazer e com a ajuda das vendas de personalizados.

Qual conselho daria para quem está começando ?

Um grande conselho seria estudar e praticar. Estudar como funciona as máquinas, configurações, utilizar as redes sociais para aprender, como grupos de Facebook e WhatsApp que ajudam muito.

E um conselho para a vida são pensamentos bons, positividade sempre atrai coisas e pessoas boas para perto de nós.

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